Render editorial de um smartphone Xiaomi visto por trás, apoiado em uma superfície de vidro fosco, com a tela ligada exibindo painéis translúcidos e desfoque — macro shot, luz ambiente suave, sem pessoas.

Foto: Arpit Brandings / Pexels

HyperOS 4 é oficial: veja novidades e celulares compatíveis

HyperOS 4 é oficial: visual Soft Light Glass, assistente Super AI 2.0 e Android 17. Veja os celulares compatíveis e o cronograma de chegada.

O HyperOS 4, baseado no Android 17, foi apresentado em agosto de 2026 na China: traz o visual Soft Light Glass, o assistente Super AI Assistant 2.0 com LLM MiMo e começa a chegar em 14 de agosto — mas a versão global ainda não tem data nem todos os recursos de IA confirmados.

O que é o HyperOS 4 e por que ele importa agora

Para entender o que é o HyperOS 4, vale começar pela data e pelo contexto: foi apresentado a 14 de agosto de 2026 como a nova camada da Xiaomi construída sobre o Android 17, sucessor direto do HyperOS 3 lançado no ano anterior. Não estamos diante de uma simples atualização cosmética. A Xiaomi mantém a estratégia de uma linguagem única que liga celular, tablet, notebook, casa inteligente e carros, mas agora coloca a IA como pilar central do sistema — deixou de ser um extra opcional para virar a espinha dorsal da experiência em todo o ecossistema.

O anúncio acontece em conjunto com a chegada da família Xiaomi 17, e é aí que se percebe que o HyperOS 4 mudou de patamar. A interface deixa de ser encarada como “um Android personalizado” para ganhar identidade própria, com lógica, animações e recursos pensados do zero pela Xiaomi — algo mais próximo de uma plataforma própria do que de uma skin convencional.

Para o utilizador comum, isso traduz-se em menos atritos entre dispositivos: começas uma tarefa no telemóvel e continuas no tablet ou no carro sem passos extras, com a IA a antecipar intenções em vez de aguardar comandos.

E por que importa agora? Porque coloca a Xiaomi na disputa de quem melhor integra IA e hardware — o HyperOS 4 é a resposta pública dessa aposta, num momento em que as grandes marcas reposicionam os seus sistemas como plataformas inteligentes.

Há, porém, um detalhe que importa a quem vive fora da China: a apresentação detalhada diz respeito à ROM do mercado chinês. Para a versão global dos celulares com HyperOS, a Xiaomi ainda não divulgou data oficial nem cronograma de chegada. Ou seja, o HyperOS 4 já é oficial e a base técnica está definida, mas não há promessa de quando a experiência chega ao teu aparelho fora da China — paciência e olho nos próximos anúncios.

Render editorial de um smartphone Xiaomi visto por trás, apoiado em uma superfície de vidro fosco, com a tela ligada exibindo painéis translúcidos e desfoque — macro shot, luz ambiente suave, sem pessoas.

Soft Light Glass: os novos efeitos visuais do HyperOS 4

Quem esperava uma mudança só cosmética vai ter de repensar: as novidades do HyperOS 4 começam logo no visual, com o novo efeito Soft Light Glass. As superfícies translúcidas ganharam refração realista em painéis de configurações rápidas, botões de menu e no fundo de widgets e pastas — uma linha estética próxima do Liquid Glass da Apple, mas com identidade própria. Ao arrastar o painel de controlo ou abrir uma pasta, nota-se que a luz parece atravessar o vidro em vez de apenas sobrepor uma cor.

O resultado é que a interface ganha profundidade: as camadas reagem à luz em tempo real, e o efeito é especialmente visível em widgets e pastas abertas sobre o papel de parede. É um salto relativamente subtil, mas que muda a sensação de interação diária — o telemóvel deixa de parecer flat e começa a simular vidro de verdade.

A tela de bloqueio também entrou na dança das novidades do HyperOS 4. Relógios grandes agora são redimensionáveis com um gesto, e as notificações passaram a empilhar-se de forma organizada — algo que há tempos era das funcionalidades mais pedidas pelos utilizadores. Em vez de um relógio fixo e notificações espalhadas, tudo se junta de maneira limpa e legível.

Os apps próprios também foram renovados. O Telefone ganhou uma barra flutuante na parte inferior para acesso rápido a funções essenciais, e a Galeria melhorou bastante o desfoque de fundo. São microinterações sutis e dezenas de animações que tornam cada toque mais responsivo e agradável — pequenos pormenores que se acumulam ao longo do dia.

Por fim, as transições ficaram mais fluidas: aparelhos que giram automaticamente agora levam os apps flutuantes consigo, acompanhando o ângulo do dispositivo para o modo horizontal. É um detalhe que promete eliminar aquela sensação de “travar” ao rodar o telemóvel e manter as apps em uso alinhadas ao teu movimento.

No conjunto, estas são as novidades do HyperOS 4 que se sentem no dia a dia, muito mais do que números de versão.

Super AI Assistant 2.0: como a IA do HyperOS 4 se compara à anterior

A grande mudança do Super AI Assistant 2.0 está no cérebro: o assistente do HyperOS 3 dá lugar a um sistema movido pelo MiMo, o LLM proprietário da Xiaomi. Na prática, isso significa respostas mais contextuais e, acima de tudo, ações diretas no sistema — algo que o antecessor prometia, mas entregava aos soluços. Arraste um endereço para o assistente e diga “navegue até aqui”: o mapa abre sozinho com a rota definida. É esse tipo de gesto que separa o Super AI Assistant 2.0 da versão passada, que se limitava a comandos de voz básicos e a respostas genéricas sem ligação ao que estava no ecrã.

No dia a dia, a lista de tarefas prática é generosa: transcrição de voz com organização automática de notas, busca de fotos no álbum por descrição (“mostra as fotos da praia em julho”), montagem de planos de viagem inteiros e integração com a smart home — e até com o smart car da marca. Tudo sem sair da mesma interface e com a conversa a continuar entre apps, o que era raro na geração anterior.

Frente ao Google Gemini, a aposta do Super AI Assistant 2.0 é a integração vertical via HyperOS Connect, que puxa dispositivos Xiaomi para dentro da conversa: pede-se algo e o assistente já sabe qual luz, sensor ou coluna acionar. O Gemini tem a vantagem do ecossistema Google e de modelos mais maduros, mas a Xiaomi compensa com profundidade no próprio hardware e com um assistente que conhece o sistema ao nível das entranhas. Há um senão: os recursos de IA mais detalhados constam da ROM chinesa e a versão global deve chegar bem mais enxuta. Ou seja, o assistente impressiona nas demos e na China, mas vale confirmar o que estará disponível por aqui antes de criar expectativas.

Quais celulares recebem o HyperOS 4 (e quando)

Se queres descobrir rápido se o teu é um dos celulares compatíveis com HyperOS 4, o truque é simples: usa a pesquisa do navegador com o nome exato do modelo e salta para a leva correspondente, porque cada uma tem data fechada. A exceção é a versão global, onde tudo ainda é especulação.

Primeira leva, 14 de agosto: Xiaomi 17, 17 Pro, 17 Pro Max e 17 Ultra; Redmi K90 e K90 Pro Max; Xiaomi Pad 8 e Pad 8 Pro.

Segunda leva, 27 de agosto: Xiaomi 17T, 17T Pro e 17 Max; Xiaomi 15, 15 Pro, 15 Ultra e 15S Pro; Redmi K90 Max, Redmi K90 Ultra e Redmi K Pad 2. Se tens um Redmi K90 Max ou K90 Ultra, é aqui que o teu nome aparece — marca no calendário e espera a notificação OTA, que normalmente chega ao longo do dia consoante a região.

Terceira leva, 17 de setembro: Redmi K100 Pro Max, K100 Pro, K80, K80 Pro e K80 Pro Extreme Edition; Xiaomi Mix Flip 2; Xiaomi Pad 7 Ultra e Pad 7S Pro 12.5.

Para quem usa versão global (fora da China), as listas de celulares compatíveis com HyperOS 4 divulgadas até agora são preliminares: incluem nomes como POCO F8 Pro, POCO M8 Pro 5G e Redmi Note 15, mas, segundo informação disponível, a Xiaomi ainda não confirmou nada oficialmente — logo, não há data garantida.

Antes de entrar em pânico por não veres o teu modelo, abre Configurações > Sobre o telemóvel e confere o nome exato — é com esse nome que deves procurar na lista de celulares compatíveis com HyperOS 4. Nomes parecidos (K90 vs K90 Max, por exemplo) são facilmente confundidos, e é aí que mora o erro mais comum. Se mesmo assim o teu não aparecer, dá algum tempo: é provável que a Xiaomi amplie a fila ao longo dos próximos meses, como costuma acontecer com estas migrações.

Limitações do HyperOS 4: quem fica de fora e o que esperar

Conhecer as limitações do HyperOS 4 antes de atualizar evita frustração — e há várias para gerenciar. A começar pelo roadmap: as limitações do HyperOS 4 deixam de fora veteranos como Xiaomi 12, Xiaomi MIX 4, Redmi A3 e Redmi 14, que permanecem no HyperOS 3 — sistema que, segundo informação disponível, segue recebendo correções. Depois, há a parte geográfica: a Super AI Assistant 2.0 chega completa apenas na ROM chinesa; na global, promete manter visual e performance, mas pode dispensar a maior parte das funções de IA, então a experiência varia conforme a região. Quanto à hora certa de atualizar, evite a primeira versão beta no aparelho principal e acompanhe relatos de bugs antes de atualizar na semana de lançamento. E se o seu ficou de fora, nem tudo está perdido: launchers gratuitos da Play Store recuperam parte da proposta visual, e a versão estável do HyperOS 3 continua viva.

Macro shot de um detalhe de tampa traseira de celular Xiaomi sobre vidro quebrado de forma decorativa

Perguntas Frequentes

Quando o HyperOS 4 chega ao Brasil?

A Xiaomi anunciou o HyperOS 4 em 14 de agosto de 2026 e o rollout começa na China ainda em agosto. Para o mercado global, incluindo o Brasil, não há data oficial — uma janela habitual de fim de ano, como aconteceu com o HyperOS 3, é o cenário mais provável.

O Xiaomi 13 ou o Redmi Note 13 vão receber o HyperOS 4?

Ainda não existe confirmação. O cronograma divulgado cobre até agora Xiaomi 17, Xiaomi 17T, Xiaomi 15, Redmi K90/K80, Mix Flip e tablets das linhas Pad. Para Xiaomi 13, Redmi Note 13, POCO e linhas mais baratas, é preciso aguardar a lista completa — a experiência mostra que nem todos os modelos saem na primeira leva.

O HyperOS 4 é melhor que o HyperOS 3?

Na maioria dos pontos, sim: visual mais bonito com efeitos Soft Light Glass, notificações empilhadas, Android 17 de base e o Super AI Assistant 2.0, com LLM MiMo da própria Xiaomi. A maior ressalva é regional: fora da China, a versão global deve chegar com menos recursos de IA.

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